Ouviu do marido que deveria ser submissa. Foi ao dicionário ver o significado de submissão: “Ato ou efeito de submeter. Obediência voluntária; sujeição: submissão perfeita. Humildade, humilhação, passividade, subserviência.” Sentiu um abalo sísmico no corpo. Só guardou uma palavra: voluntária. A partir dela desenvolveu seus argumentos. Não se voluntariava a fazer a vontade de outra pessoa contra seus próprios desejos e interesses. Não, não era outra pessoa, era seu marido, carne de sua carne, que pretendia o bônus de ser o condutor de sua vida. Discordou, questionou, vociferou: “por que eu?” Por que ele não entregava também as rédeas de sua vida a ela? Porque o matrimônio era um corpo e, logo, o marido é a cabeça, a parte pensante, a parte que decide. Era mandamento divino, desígnio de Deus. A ela cabia ser uma mulher virtuosa.
Foi ao dicionário ver o significado de virtuosa. “Aquela que tem virtudes”. E virtude significa “disposição firme e constante para a prática do bem, força moral e valor.” Gostou. Enquadrava-se perfeitamente. O marido disse que não, que ela era rebelde e transgressora, além de distorcer as escrituras sagradas.
Percebeu que entendiam as palavras de maneiras distintas. Era inútil discutir. A voz grave do marido selava a decisão, sempre. Quis debandar, desaparecer, mas teve medo. Sobretudo, medo de Deus. A desobediência era fruto do maligno. Melhor obedecer e ser dócil como insistia o marido. Tentou. Vieram os filhos. Dois. Adoçavam seus dias para que pudesse suportar o amargo das noites. Teve a alma rasgada, as vísceras perfuradas e a autoestima dissolvida em lágrimas de solidão. As pessoas não a compreendiam. Outras mulheres invejavam sua condição, dizia o marido nos contínuos sermões que proferia na intimidade do quarto. No calor desses discursos, desejava ser surda. Acionava um tampão virtual para bloquear as palavras. Mas as palavras possuíam um fio cortante e penetravam os tímpanos. Depois ficavam dando voltas em espirais, perturbando o espírito, desestabilizando a alma. A circunvolução dos significados era o mais puro estado de horror, com o agravante de ser para sempre, não enxergava saídas. Sentia pena de si. Sentia na pele a rejeição por parte da humanidade. Depressão?
Os filhos cresciam, a ira crescia e crescia um sentimento de mágoa contra Deus. Isso porque Deus estava do lado do marido. Tentou ajuda espiritual, veio a sentença: blasfêmia. Deus amava os limpos de coração. A ela lhe faltavam fé, sabedoria e empenho. A mulher sábia edifica o lar e ela o estava derribando. Para Deus nada era impossível, de forma que o problema estava nela e com ela. Faltava crer, faltava amor, faltava entrega, faltava, faltava, faltava.........
Voltou impotente, frustrada, confusa. Era Deus machista? Torturador? A pergunta ficou rodando como um redemoinho em seu cérebro. Era certo que não poderia culpar Deus por suas próprias escolhas. Mas já não sabia o que pensar. Sentiu-se suja, corrompida pelo pecado do ódio e da blasfêmia. Devia perdoar Deus e o marido. Devia amá-los, mesmo estando vazia de amor. Nessas horas, corria para debaixo do chuveiro com roupa e tudo. Tentava lavar a alma, o coração, os pensamentos se possível. Precisava apagar da mente o poema com sentença de morte pregado na parede principal do cérebro. Começaria apagando a primeira frase: “A ‘vida’ é um lugar onde não se pode viver.” Sempre colocava a vida e a morte entre aspas. Estava perturbada, nisso o marido tinha razão. Também devia ter razão quando pronunciou com a boca cheia que ela era frígida. Sexo era a página escura com que abria suas noites. Sexo doía, afetava o estômago e as entranhas. Era uma violência silenciosa que ela conhecia de memória. Mas às vezes não era apenas silenciosa.
Amanheceu com os olhos roxos e inchados. Tinha dúvidas sobre o que fazer, perderia a razão se falasse, perderia a vida se calasse. Sentiu-se a poucos passos de uma eternidade desconhecida. Recorreu à autoridade civil. Falou o que estava proibido mencionar. Falou da agonia de viver mascarada por outra realidade, do medo de respirar, o perigo, os riscos... Porém, em seu ser mais profundo sentia que a situação era incomunicável. Ninguém poderia compreender a atmosfera em que estava metida. Chamariam o marido e o alertariam de seus direitos e deveres dentro de uma união. Seria interrogado, talvez ameaçado... Quanto a ela, bem, seria encaminhada a uma psicóloga cuja lista de espera era de dois meses. Ainda assim, aceitou a benevolência.
Naquela noite trancou-se no quarto para tentar fugir da hora assombrosa, a intuição dizia que necessitava ser valente. Não conseguiu ser tanto quanto o necessário, a porta foi aberta a golpes estridentes. Sentiu saltar a pulsação da veia do pescoço, sentiu o pulso, o coração e depois um descanso profundo.
Acordou no hospital entre paredes brancas e forte cheiro de álcool. Lesão craniana. O marido segurava sua mão enquanto o médico lhe perguntava detalhes sobre o terrível acidente que sofreu. Um vaso de flores havia caído sobre sua cabeça. Não, não se lembrava de nada, assegurou. Tentou mover o pescoço imobilizado e lançou um grito de dor. As lágrimas saltaram por uma comporta e lavaram seu rosto cansado. Iria morrer? Não, mas poderia ter morrido, censurou o médico ao referir-se à sua falta de cuidado. Por conta disso, um longo período de observação e uma semana mais de hospital.
A última frase do médico soou como uma felicidade-luz. Um profundo prazer inundou seu interior. Foram dias brancos e felizes. Dias em que não ouviu a voz de seu feitor. Dias em que pensou só, sem nenhum condicionamento autoritário. Os pensamentos ultrapassavam os limites de seu cérebro. Descobriu que dentro de si havia uma voz potente e que podia sentir-se gente no mundo, o mundo que era sempre dos outros. Imaginou se já não era o momento de tomar as rédeas de seu destino. Saiu do hospital sentindo o hálito de um novo dia, um dia que seria só seu. Os filhos, já com dezoito anos, celebraram o que poderia ser a paz. Ela examinou a casa. As paredes azuis da casa, a marca na escada onde havia um vaso com flores... À noitinha observou uma lua jovencíssima no céu. A lua que também recomeçava uma nova fase. Nenhuma palavra desesperada, nenhum remordimento iria tirar o seu prazer. O prazer de ser ela mesma, o prazer de se amar.
Pela manhã o médico foi chamado, mas a mulher de semblante doce estava morta. Traumatismo cranioencefálico atestou o doutor. O marido foi ao dicionário buscar o significado da palavra, o conceito, a etimologia... elaborou uma definição pomposa e explicava a cada um de seus amigos com resignada consternação cristã.
Lucilene Machado
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 28 de julho de 2010
CONSCIENTISTAS - A MALEDICÊNCIA - (PAG.4)
A língua não é apenas aquele “ órgão oblongo, achatado, musculoso e móvel da cavidade bucal , o órgão da deglutição, do gosto e, no homem (genericamente falando ) de articulação das palavras “tal qual a define Michaellis. É, muito mais que isto, um instrumento da mais alta periculosidade, dependendo do uso que dela se faça. Poderá ser um agente de concórdia, mas também de discórdia, dois efeitos diametralmente opostos. “Nunca me arrependi daquilo que não disse”, afirma o sábio. “Calar é ouro, falar é prata...”, diz o adágio.
A maledicência – ou o popular “fofocar” – traduz o máu caráter de quem a pratica, que o faz para satisfazer uma necessidade quase biológica de atingir seu semelhante, diminuí-lo, prejudicá-lo, humihá-lo. Ao fazê-lo, no entanto, não se dá conta de que o maior prejudicado é ele próprio, porque seu caráter vai aos poucos se deteriorando, fazendo com que perca seu próprio respeito, muito tempo após perder o respeito dos que com ele convivem. Sem que o constate. Vale lembrara grande assertiva, segundo a qual “ Quando voltares teu indicador para outrem, em postura acusatória, teu indicador estará voltado para ti...”
Quanto de bom se pode dizer, transmitir e assimilar, quando convivemos com parentes, amigos e conhecidos. Por vezes, animicamente abatidos, nos zigue-zagues de nossas vidas, recebemos uma inesperada visita. Inicialmente insatisfeitos sentimo-nos, no desenrolar da conversa, satisfeitos, animados, até mesmo inspirados para resolver os problemas, mesmo que nada tenhamos mencionado ao visitante.
Se podemos capitalizar esse tempo com conversa construtiva, porque usá-lo de forma oposta, o que a nada nos levará , a não ser ao retrocesso ?... Sem qualquer resquício de fanatismos religiosos, culturais, éticos ou filosóficos, cremos firmemente nas vibrações que nos resultam daquilo que fazemos. Se não respeitamos nosso semelhante não podemos pretender que nos respeite. Viver envolve mão e contramão , não sendo desejável colidirmos com a verdade.
A maledicência é, certamente, uma das pióres e mais cruéis formas de desrespeito, porque é praticada de forma oculta por pessoas covardes, que se recolhem na hipocrisia, nos falsos sorrisos, na podridão imperceptível de um caráter enfermo. Mas, ao longo do tempo, o maledicente será vítima da autofagia que supunha impossível.
A maledicência – ou o popular “fofocar” – traduz o máu caráter de quem a pratica, que o faz para satisfazer uma necessidade quase biológica de atingir seu semelhante, diminuí-lo, prejudicá-lo, humihá-lo. Ao fazê-lo, no entanto, não se dá conta de que o maior prejudicado é ele próprio, porque seu caráter vai aos poucos se deteriorando, fazendo com que perca seu próprio respeito, muito tempo após perder o respeito dos que com ele convivem. Sem que o constate. Vale lembrara grande assertiva, segundo a qual “ Quando voltares teu indicador para outrem, em postura acusatória, teu indicador estará voltado para ti...”
Quanto de bom se pode dizer, transmitir e assimilar, quando convivemos com parentes, amigos e conhecidos. Por vezes, animicamente abatidos, nos zigue-zagues de nossas vidas, recebemos uma inesperada visita. Inicialmente insatisfeitos sentimo-nos, no desenrolar da conversa, satisfeitos, animados, até mesmo inspirados para resolver os problemas, mesmo que nada tenhamos mencionado ao visitante.
Se podemos capitalizar esse tempo com conversa construtiva, porque usá-lo de forma oposta, o que a nada nos levará , a não ser ao retrocesso ?... Sem qualquer resquício de fanatismos religiosos, culturais, éticos ou filosóficos, cremos firmemente nas vibrações que nos resultam daquilo que fazemos. Se não respeitamos nosso semelhante não podemos pretender que nos respeite. Viver envolve mão e contramão , não sendo desejável colidirmos com a verdade.
A maledicência é, certamente, uma das pióres e mais cruéis formas de desrespeito, porque é praticada de forma oculta por pessoas covardes, que se recolhem na hipocrisia, nos falsos sorrisos, na podridão imperceptível de um caráter enfermo. Mas, ao longo do tempo, o maledicente será vítima da autofagia que supunha impossível.
CONSCIENTIZAÇÃO - O SER HUMANO ( cAP. 3)
O SER HUMANO ...
... é, em si, uma espécie de central energética, que produz, armazena, consome e emite vibrações, que serão boas ou más, dependendo do que for sua alma, a essência de seu ser. É essa energia chamada alma, ou seja, o sopro mágico e sublime que impulsiona a matéria, emprestando-lhe vida, ação, vibração e expressão, permitindo-lhe participar do meio social em que se insere.
Materialmente o ser humano é inexpressivo, inerte, instável e putrefável, dependendo da alma para existir, tanto assim que, logo após à morte – ou desencarne, como preferem os espíritas -- entra em decomposição e é absorvido pela terra ou se finda nos crematórios. Sepultada ou cremada , volta a matéria à sua origem, enquanto que a alma permanece em sua integridade.
Infere-se, assim, que somos constituídos por duas partes diametralmente opostas entre si – corpo e alma – a primeira extremamente frágil, vulnerável, instável e fácil presa dos elementos da natureza, e a segunda e mais importante, invulnerável, permanente, eterna e inatingível, mas nem por isto inalterável, pois que o é através das sucessivas jornadas que serão realizadas, e de nosso maior ou menor sucesso na permanente e ininterrupta tarefa de aprimorarmos nossos sentimentos, ações e reações em relação aos fatores que nos cercam. Eis o que traduz a incontestável inferioridade da matéria em relação à vida propriamente dita, à mola propulsora do ser humano, que é a alma, que volta a cumprir, em sua escala evolutiva e ao longo do indescritível infinito, a tarefa de animar os outros estojos carnais que lhe serão atribuidos.
Mas essa energia, que nos torna conscientes, ativos, determinados, ansiosos, desejosos, vibrantes; que nos faz viver, abriga em seu sub-solo o nosso inconsciente, espécie de cofre forte que guarda nossas lembranças, sucessos e frustrações , mágoas e fobias, positivos uns, negativos outros. Tudo isto emerge, por vezes, para nosso sub-consciente, atuando como poluidor e influindo em nossas ações e reações. Necessário, portanto, que estejamos sempre vigilantes, com vistas à despoluição .
Precisamos, portanto, penetrar em nosso inconsciente, identificar o que de negativo nele existe, interpretando-o e erradicando-o. Talvez não tenhamos sido suficientemente compreensivos, justos e solidários com as pessoas com as quais convivemos, talvez tenhamos tripudiado contra os mais fracos, talvez tenhamos sido maledicentes, talvez tenhamos prejulgado, talvez tenhamos invejado, odiado, prejudicado alguém. O retorno desses sentimentos poderá estar poluindo nosso inconsciente e atuando em detrimento de nossa atuação como partícipes da sociedade em que nos inserimos.
Sem pretendermos a santificação, sejamos CONSCIENTISTAS, auditando permanentemente nossas ações e sentimentos, despoluindo o nosso interior. Se o fizermos verificaremos, no curto prazo, que passamos a ser mais felizes, que estamos palmilhando caminhos mais ensolarados, sem o cinzento do remorso, do arrependimento, sem o sentimento de culpa que transforma nossa ótica e que nos induz a enxergar a vida através de cruéis lentes deformadoras !...
A relação – Religião = Ligação com Deus – com a Vontade Suprema -- independe de nossa presença física neste ou naquele templo, simplesmente porque Deus está dentro de nós. Não somos e não seremos contra qualquer seita ou corrente religiosa, desde que legítima e honesta, não mercenária. Nada de mistificações, pompas, hipocrisias, que geram dependência, jamais soluções. Sejamos nosso próprio templo, simples e humilde. Sejamos diretos e objetivos, pois seremos felizes.
Consideremos a CONSCIENTIZAÇÃO não como religião, que certamente não o é, mas tão somente como filosofia de vida, isto é, um caminho para atingirmos nossa paz interior, alicerçando nossas ações com o cimento do respeito aos direitos de nossos semelhantes. Em assim fazendo sentiremos o salutar retorno do balsâmico oxigênio que despejamos em nosso derredor.
Cuidemos, no entanto, para não seguirmos a trilha do exagero, da idéia fixa, do radicalismo, do fanatismo, da auto-compulsão, práticas tão freqüentes quando se inicia em qualquer nova atividade, filosófica, religiosa ou mística. Ajamos convictos, pautando nossas atitudes e nossos pensamentos dentro de determinados princípios. E não sejamos masoquistas e nem precipitados, pois Deus não tem pressa .
... é, em si, uma espécie de central energética, que produz, armazena, consome e emite vibrações, que serão boas ou más, dependendo do que for sua alma, a essência de seu ser. É essa energia chamada alma, ou seja, o sopro mágico e sublime que impulsiona a matéria, emprestando-lhe vida, ação, vibração e expressão, permitindo-lhe participar do meio social em que se insere.
Materialmente o ser humano é inexpressivo, inerte, instável e putrefável, dependendo da alma para existir, tanto assim que, logo após à morte – ou desencarne, como preferem os espíritas -- entra em decomposição e é absorvido pela terra ou se finda nos crematórios. Sepultada ou cremada , volta a matéria à sua origem, enquanto que a alma permanece em sua integridade.
Infere-se, assim, que somos constituídos por duas partes diametralmente opostas entre si – corpo e alma – a primeira extremamente frágil, vulnerável, instável e fácil presa dos elementos da natureza, e a segunda e mais importante, invulnerável, permanente, eterna e inatingível, mas nem por isto inalterável, pois que o é através das sucessivas jornadas que serão realizadas, e de nosso maior ou menor sucesso na permanente e ininterrupta tarefa de aprimorarmos nossos sentimentos, ações e reações em relação aos fatores que nos cercam. Eis o que traduz a incontestável inferioridade da matéria em relação à vida propriamente dita, à mola propulsora do ser humano, que é a alma, que volta a cumprir, em sua escala evolutiva e ao longo do indescritível infinito, a tarefa de animar os outros estojos carnais que lhe serão atribuidos.
Mas essa energia, que nos torna conscientes, ativos, determinados, ansiosos, desejosos, vibrantes; que nos faz viver, abriga em seu sub-solo o nosso inconsciente, espécie de cofre forte que guarda nossas lembranças, sucessos e frustrações , mágoas e fobias, positivos uns, negativos outros. Tudo isto emerge, por vezes, para nosso sub-consciente, atuando como poluidor e influindo em nossas ações e reações. Necessário, portanto, que estejamos sempre vigilantes, com vistas à despoluição .
Precisamos, portanto, penetrar em nosso inconsciente, identificar o que de negativo nele existe, interpretando-o e erradicando-o. Talvez não tenhamos sido suficientemente compreensivos, justos e solidários com as pessoas com as quais convivemos, talvez tenhamos tripudiado contra os mais fracos, talvez tenhamos sido maledicentes, talvez tenhamos prejulgado, talvez tenhamos invejado, odiado, prejudicado alguém. O retorno desses sentimentos poderá estar poluindo nosso inconsciente e atuando em detrimento de nossa atuação como partícipes da sociedade em que nos inserimos.
Sem pretendermos a santificação, sejamos CONSCIENTISTAS, auditando permanentemente nossas ações e sentimentos, despoluindo o nosso interior. Se o fizermos verificaremos, no curto prazo, que passamos a ser mais felizes, que estamos palmilhando caminhos mais ensolarados, sem o cinzento do remorso, do arrependimento, sem o sentimento de culpa que transforma nossa ótica e que nos induz a enxergar a vida através de cruéis lentes deformadoras !...
A relação – Religião = Ligação com Deus – com a Vontade Suprema -- independe de nossa presença física neste ou naquele templo, simplesmente porque Deus está dentro de nós. Não somos e não seremos contra qualquer seita ou corrente religiosa, desde que legítima e honesta, não mercenária. Nada de mistificações, pompas, hipocrisias, que geram dependência, jamais soluções. Sejamos nosso próprio templo, simples e humilde. Sejamos diretos e objetivos, pois seremos felizes.
Consideremos a CONSCIENTIZAÇÃO não como religião, que certamente não o é, mas tão somente como filosofia de vida, isto é, um caminho para atingirmos nossa paz interior, alicerçando nossas ações com o cimento do respeito aos direitos de nossos semelhantes. Em assim fazendo sentiremos o salutar retorno do balsâmico oxigênio que despejamos em nosso derredor.
Cuidemos, no entanto, para não seguirmos a trilha do exagero, da idéia fixa, do radicalismo, do fanatismo, da auto-compulsão, práticas tão freqüentes quando se inicia em qualquer nova atividade, filosófica, religiosa ou mística. Ajamos convictos, pautando nossas atitudes e nossos pensamentos dentro de determinados princípios. E não sejamos masoquistas e nem precipitados, pois Deus não tem pressa .
CONSCIENTISTAS - Auto-Ajuda .
PAULO S. CORDEIRO
CONSCIENTISTAS
“ Cogito, ergo sum ... “
Auto-Ajuda, Elevação de ânimo, Novos caminhos, Equilíbrio emocional, Interpretação racional de problemas e causas que nos colocam acima dos acidentes da vida, do amor às riquezas, dos falsos preconceitos, das opiniões infundadas, do pessimismo, das fobias, da insegurança e das incertezas, Identificação de soluções, Alcance da paz interior.
Auto-Ajuda
2010
CONSCIENTISTAS
“ Cogito, ergo sum ... “
Auto-Ajuda, Elevação de ânimo, Novos caminhos, Equilíbrio emocional, Interpretação racional de problemas e causas que nos colocam acima dos acidentes da vida, do amor às riquezas, dos falsos preconceitos, das opiniões infundadas, do pessimismo, das fobias, da insegurança e das incertezas, Identificação de soluções, Alcance da paz interior.
Auto-Ajuda
2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
RELIGIÕES - Lat. Religione.- Por que ?...
RELIGIÕES... ( Lat “ Religione “ ) por que ?...
Cap. 2
...Definidas pelos filólogos como “ Serviço ou culto a Deus ou a uma divindade qualquer, expressa por mitos e ritos, preces e observância do que se considera mandamento divino “ as religiões tradicionais acabaram se confundindo com as novas, as quais, em sua absoluta maioria, transformaram-se em multinacionais indústrias da fé, convertendo o nome de Jesus Cristo no “produto” mais “comercializado” na face da terra. Em nome de Cristo verdadeiro impérios se formaram, para “ honra e glória, não do Senhor, mas dos senhores e senhoras que os fundaram, mortais como todos nós, mas que afirmam haver “conversado” com Deus e dEle recebido a sagrada missão de salvar a humanidade ... Interessante notar o cuidado que tais “apóstolos” teem com sua aparência pessoal, vestidos com as melhores grifes, “embrulhados pra presente”, justamente o oposto daquele que dizem representar, o Cristo.
Quase sempre bem falantes, simpáticos, insinuantes e carismáticos conseguem transmitir a milhões de pessoas fragilizadas pelo sofrimento, pela carência de recursos e de até mesmo de um emprego, a segurança que lhes falta porque, coincidentemente ou não, vivemos em um mundo omisso, materializado, onde os recursos destinados ao social são descaradamente desviados para os bolsos ávidos dos políticos, que persistem na prática constante do homicídio coletivo de povos miseráveis ( ou quase isto...) , carentes de moradia, alimentação, assistência médico-hospitalar, educação, transporte, saneamento básico e lazer ! Um deles, na ocasião presidente da Câmara Federal, ao defender em causa própria e de seus colegas elevação proventual, argumentou que Deus com ele estava, face ao que nos perguntamos “ Qual Deus, Mercúrio da mitologia grega, o Deus dos ladrões e dos mercadores ?!... Claro, porque certamente não era o nosso Deus, pai de Nosso Senhor Jesus Cristo .
Mas o homem, genericamente falando, simples, humilde, ingênuo, honesto e confiante, deixa-se envolver por essa superioridade aparente e acaba concordando com a idéia tantas vezes repetida de que tem que contribuir para “ as obras do Senhor” !... Aí está a mídia, com absoluta freqüência, noticiando flagrantes de “apóstolos” transportando vultosos valores de forma ilegal, a somatória de contribuições dos “fiéis”, suados reais que cada um desses ingênuos deixa nos falsos templos. E porque recorrer a tais “templos” se cada um de nós tem, dentro de si, uma maravilhosa centelha de Deus, portanto seu próprio templo ?!...
Protegidos pela liberdade de religião outorgada pela constituição do país, esses pseudo profetas continuam locupletando suas burras à custa dos ingênuos descaradamente explorados ! E não só os humildes e iletrados são vítimas dessa exploração , pois até mesmo elementos de formação superior teem se deixado envolver. Lamentavelmente estamos assistindo a decadência de religiões tradicionais, na maioria dos casos porque permaneceram intransigentes em relação a determinados princípios que consideram intocáveis, como o celibato, por exemplo, no catolicismo . Talvez se o casamento fosse permitido aos sacerdotes católicos não houvesse casos de pedofilia. Há falta de sacerdotes, talvez não de vocações ... Os experimentos com células tronco, que tantos benefícios proporcionarão à humanidade, foram fortemente combatidos pelo catolicismo. Parece que a igreja não participa da idéia de que se os cientistas são bem sucedidos em seus experimentos, assim o terá sido porque Deus o quiz .
Erija seu próprio templo,o templo da própria consciência, sem a necessidade de adentrar em outros, muito dos quais ostentam opulência não condizente com aquEle que dizem representar, o próprio Cristo . Burile sua consciência, nada pretendendo em detrimento de seu semelhante. Evoque sempre o nome de Cristo. Se não puder fazer o bem, o mal não faça. Não tripudie sobre quem quer que seja, mesmo que alguém o faça contra você. Ignore-o, apenas. Fuja da maledicência, em todas as suas formas. Respeite os direitos dos outros, da mesma forma que deseja que respeitem os seus. Ouça mais do que fala, “filtrando” os resíduos negativos, como dizia Sócrates.
Repudie, como inverdade, o conceito do “temor a Deus”. As religiões procuraram, ao longo dos séculos, traçar a imagem de um Deus déspota, tirano, capaz de condenar ao “limbo” ao “purgatório” e ao “inferno” os “pecadores”, mas o conceito mesmo de “pecado” mudou através dos tempos. Vemos nos cultos freqüentemente a alusão a Satanaz, ao”coisa ruim”, com o firme propósito de atemorizar os “fíéis”, geralmente pessoas cuja simplicidade e insegurança as tornam crédulas, influenciáveis, vulneráveis e dispostas a “pagar pedágio” no “balcão dos milagres”. São induzidos por carismáticos, bem trajados, simpáticos e bem-falantes, que lhes prometem benesses inimagináveis, bens terrenos e extra-terrenos ! Perguntamos:- e as crises de consciência que aterrorizavam os “pecadores”, causando-lhes traumas, complexos de culpa, remorsos, desdita, enfim ! Correntes “religiosas” e suas encenações de exorcismo com dia e hora marcados, mencionando sempre o nome do anti-Cristo. Um autêntico Ilusionismo, seguido de uma chuva de dinheiro, o grande objetivo do momento. Aleluia, aleluia, aleluia !...
E sob a pseuda dependência da criatura ao Criador, vigora a dependência do “fiel” ao falso templo, representada por óbolos vultosos ! Queiram ou não os supostos donos da verdade -- daquela que lhes convém, é claro – nota-se o declínio de determinadas correntes religiosas , que veem perdendo terreno simplesmente porque o mundo mudou, tornando-se pequeno. As informações -- umas certas, outras nem tanto ! -- cruzam-se no milagre da informática, as promessas se tornaram inconsistentes, tornando-se o ser humano mais esclarecido e mais exigente. Para o bem ou para o mal, só o futuro no-lo dirá.
Ao longo da história vimos dignitários da Igreja, sobretudo em cerimônias oficiais, ao lado de tiranos travestidos de governantes, legitimando-os, adulando-os e cohonestando-os ! Inconcludente que aqueles que se dizem representantes de Deus ostentem inenarráveis riquezas, em flagrante contraste com a humildade de seus representados !...
Construa, portanto, seu próprio templo, o TEMPLO DE SUA CONSCIÊNCIA, esta que é a partícula de Deus dentro do homem. Não é isto, certamente, tarefa das mais fáceis, pois exige firme conscientização de que é factível.
Cap. 2
...Definidas pelos filólogos como “ Serviço ou culto a Deus ou a uma divindade qualquer, expressa por mitos e ritos, preces e observância do que se considera mandamento divino “ as religiões tradicionais acabaram se confundindo com as novas, as quais, em sua absoluta maioria, transformaram-se em multinacionais indústrias da fé, convertendo o nome de Jesus Cristo no “produto” mais “comercializado” na face da terra. Em nome de Cristo verdadeiro impérios se formaram, para “ honra e glória, não do Senhor, mas dos senhores e senhoras que os fundaram, mortais como todos nós, mas que afirmam haver “conversado” com Deus e dEle recebido a sagrada missão de salvar a humanidade ... Interessante notar o cuidado que tais “apóstolos” teem com sua aparência pessoal, vestidos com as melhores grifes, “embrulhados pra presente”, justamente o oposto daquele que dizem representar, o Cristo.
Quase sempre bem falantes, simpáticos, insinuantes e carismáticos conseguem transmitir a milhões de pessoas fragilizadas pelo sofrimento, pela carência de recursos e de até mesmo de um emprego, a segurança que lhes falta porque, coincidentemente ou não, vivemos em um mundo omisso, materializado, onde os recursos destinados ao social são descaradamente desviados para os bolsos ávidos dos políticos, que persistem na prática constante do homicídio coletivo de povos miseráveis ( ou quase isto...) , carentes de moradia, alimentação, assistência médico-hospitalar, educação, transporte, saneamento básico e lazer ! Um deles, na ocasião presidente da Câmara Federal, ao defender em causa própria e de seus colegas elevação proventual, argumentou que Deus com ele estava, face ao que nos perguntamos “ Qual Deus, Mercúrio da mitologia grega, o Deus dos ladrões e dos mercadores ?!... Claro, porque certamente não era o nosso Deus, pai de Nosso Senhor Jesus Cristo .
Mas o homem, genericamente falando, simples, humilde, ingênuo, honesto e confiante, deixa-se envolver por essa superioridade aparente e acaba concordando com a idéia tantas vezes repetida de que tem que contribuir para “ as obras do Senhor” !... Aí está a mídia, com absoluta freqüência, noticiando flagrantes de “apóstolos” transportando vultosos valores de forma ilegal, a somatória de contribuições dos “fiéis”, suados reais que cada um desses ingênuos deixa nos falsos templos. E porque recorrer a tais “templos” se cada um de nós tem, dentro de si, uma maravilhosa centelha de Deus, portanto seu próprio templo ?!...
Protegidos pela liberdade de religião outorgada pela constituição do país, esses pseudo profetas continuam locupletando suas burras à custa dos ingênuos descaradamente explorados ! E não só os humildes e iletrados são vítimas dessa exploração , pois até mesmo elementos de formação superior teem se deixado envolver. Lamentavelmente estamos assistindo a decadência de religiões tradicionais, na maioria dos casos porque permaneceram intransigentes em relação a determinados princípios que consideram intocáveis, como o celibato, por exemplo, no catolicismo . Talvez se o casamento fosse permitido aos sacerdotes católicos não houvesse casos de pedofilia. Há falta de sacerdotes, talvez não de vocações ... Os experimentos com células tronco, que tantos benefícios proporcionarão à humanidade, foram fortemente combatidos pelo catolicismo. Parece que a igreja não participa da idéia de que se os cientistas são bem sucedidos em seus experimentos, assim o terá sido porque Deus o quiz .
Erija seu próprio templo,o templo da própria consciência, sem a necessidade de adentrar em outros, muito dos quais ostentam opulência não condizente com aquEle que dizem representar, o próprio Cristo . Burile sua consciência, nada pretendendo em detrimento de seu semelhante. Evoque sempre o nome de Cristo. Se não puder fazer o bem, o mal não faça. Não tripudie sobre quem quer que seja, mesmo que alguém o faça contra você. Ignore-o, apenas. Fuja da maledicência, em todas as suas formas. Respeite os direitos dos outros, da mesma forma que deseja que respeitem os seus. Ouça mais do que fala, “filtrando” os resíduos negativos, como dizia Sócrates.
Repudie, como inverdade, o conceito do “temor a Deus”. As religiões procuraram, ao longo dos séculos, traçar a imagem de um Deus déspota, tirano, capaz de condenar ao “limbo” ao “purgatório” e ao “inferno” os “pecadores”, mas o conceito mesmo de “pecado” mudou através dos tempos. Vemos nos cultos freqüentemente a alusão a Satanaz, ao”coisa ruim”, com o firme propósito de atemorizar os “fíéis”, geralmente pessoas cuja simplicidade e insegurança as tornam crédulas, influenciáveis, vulneráveis e dispostas a “pagar pedágio” no “balcão dos milagres”. São induzidos por carismáticos, bem trajados, simpáticos e bem-falantes, que lhes prometem benesses inimagináveis, bens terrenos e extra-terrenos ! Perguntamos:- e as crises de consciência que aterrorizavam os “pecadores”, causando-lhes traumas, complexos de culpa, remorsos, desdita, enfim ! Correntes “religiosas” e suas encenações de exorcismo com dia e hora marcados, mencionando sempre o nome do anti-Cristo. Um autêntico Ilusionismo, seguido de uma chuva de dinheiro, o grande objetivo do momento. Aleluia, aleluia, aleluia !...
E sob a pseuda dependência da criatura ao Criador, vigora a dependência do “fiel” ao falso templo, representada por óbolos vultosos ! Queiram ou não os supostos donos da verdade -- daquela que lhes convém, é claro – nota-se o declínio de determinadas correntes religiosas , que veem perdendo terreno simplesmente porque o mundo mudou, tornando-se pequeno. As informações -- umas certas, outras nem tanto ! -- cruzam-se no milagre da informática, as promessas se tornaram inconsistentes, tornando-se o ser humano mais esclarecido e mais exigente. Para o bem ou para o mal, só o futuro no-lo dirá.
Ao longo da história vimos dignitários da Igreja, sobretudo em cerimônias oficiais, ao lado de tiranos travestidos de governantes, legitimando-os, adulando-os e cohonestando-os ! Inconcludente que aqueles que se dizem representantes de Deus ostentem inenarráveis riquezas, em flagrante contraste com a humildade de seus representados !...
Construa, portanto, seu próprio templo, o TEMPLO DE SUA CONSCIÊNCIA, esta que é a partícula de Deus dentro do homem. Não é isto, certamente, tarefa das mais fáceis, pois exige firme conscientização de que é factível.
CONSCIENTISTAS - A bem da Verdade (Cap. 1 )
A BEM DA VERDADE...
... Não tivemos visões sobrenaturais e não temos a pretensão de conversar com Deus...
... Não fomos encarregados de missões divinas,
... Não temos à “venda” o “produto” milagre,
... Somos nada mais nada menos que humildes seres humanos, com muitos defeitos, pouquíssimas virtudes e, como todos os demais, com sonhos, desejos, realizações e frustrações,
...Como criaturas normais somos medíocres, não acreditamos em milagreiros e não queremos que nos considerem um deles,
...Não somos doutos, não ostentamos títulos e não os desejamos, pois estamos certos de que quase ou nada acrescentariam,
...Não somos predestinados... O que temos, isto sim, é um sentimento que é mais uma constatação, que nada tem de sobrenatural ou divino, e que consiste simplesmente em nos impormos determinados limites, sem qualquer fanatismo, conscientes que estamos, de que os “ismos” limitam .
...Não pretendemos que ninguém se escravize ou simplesmente absorva e endosse nossos princípios, que os adote se a isto for impelido por seu livre arbítrio, sem obrigatoriedade ou crises de consciência,
...Não temos procuração de Deus para falar em seu nome, embora consigamos, como qualquer mortal, senti-Lo em nós mesmos,
...Somos contra a mistificação mas não julgamos quem a pratica, pois não temos o direito de julgá-lo, muito menos de condená-lo,
...Acreditamos firmemente que a conjugação de esforços de parte dos bem-intencionados gera benefícios, não visíveis mas perceptíveis, resultando no aprimoramento de nosso interior e das pessoas humanas que somos
nós...
...Somos, finalmente, nós mesmos... E Você quem é, realmente ?...
O autor.
1
... Não tivemos visões sobrenaturais e não temos a pretensão de conversar com Deus...
... Não fomos encarregados de missões divinas,
... Não temos à “venda” o “produto” milagre,
... Somos nada mais nada menos que humildes seres humanos, com muitos defeitos, pouquíssimas virtudes e, como todos os demais, com sonhos, desejos, realizações e frustrações,
...Como criaturas normais somos medíocres, não acreditamos em milagreiros e não queremos que nos considerem um deles,
...Não somos doutos, não ostentamos títulos e não os desejamos, pois estamos certos de que quase ou nada acrescentariam,
...Não somos predestinados... O que temos, isto sim, é um sentimento que é mais uma constatação, que nada tem de sobrenatural ou divino, e que consiste simplesmente em nos impormos determinados limites, sem qualquer fanatismo, conscientes que estamos, de que os “ismos” limitam .
...Não pretendemos que ninguém se escravize ou simplesmente absorva e endosse nossos princípios, que os adote se a isto for impelido por seu livre arbítrio, sem obrigatoriedade ou crises de consciência,
...Não temos procuração de Deus para falar em seu nome, embora consigamos, como qualquer mortal, senti-Lo em nós mesmos,
...Somos contra a mistificação mas não julgamos quem a pratica, pois não temos o direito de julgá-lo, muito menos de condená-lo,
...Acreditamos firmemente que a conjugação de esforços de parte dos bem-intencionados gera benefícios, não visíveis mas perceptíveis, resultando no aprimoramento de nosso interior e das pessoas humanas que somos
nós...
...Somos, finalmente, nós mesmos... E Você quem é, realmente ?...
O autor.
1
Assinar:
Postagens (Atom)